PROJETO MENOS C
INTRODUÇÃO
Após os resultados decepcionantes da COP15, concluímos que as iniciativas em escala menor passam a ter uma importância maior ainda e, para isso, temos que desenvolver projetos que tenham um efeito multiplicador e que possam atingir e beneficiar a todos.
A partir desta constatação, partimos para a elaboração de um projeto que permitisse a neutralização, em carbono, de atividades e eventos, promovidos por pessoas e entidades.
Iniciativas com esta finalidade já foram desenvolvidas em outras regiões do país, principalmente no Sul e no Sudeste. Porém, as suas características, de uma forma geral, inviabilizavam a aplicação na região nordestina.
Procuramos desenvolver uma alternativa que conjugasse o máximo rigor científico possível com uma adequação racional que permitisse uma adaptação viável para a nossa realidade, levando em conta as nossas peculiaridades.
INSTITUIÇÃO RESPONSÁVEL
Nos seus 38 anos de existência, a Funeso consolidou-se como uma das mais importantes instituições de ensino superior de Pernambuco.
Possui diversos cursos de graduação, como Biologia e Geografia, e pós-graduação, como Ciências Ambientais e Análise Ambiental e Gestão Territorial, diretamente relacionados à área ambiental.
Na sua equipe de professores, diversos profissionais abraçaram a causa ambiental, procurando uma formação acadêmica especializada e/ou desenvolvendo projetos dentro desta perspectiva.
Reafirmando seu compromisso com o meio ambiente, desenvolveu atividades acadêmicas e extracurriculares que repercutiram de forma bastante positiva diante da comunidade pernambucana, seja levando informação diretamente ao cidadão ou realizando projetos conexos com o meio ambiente.
BASES DO PROJETO
1. Cada atividade humana é responsável pela liberação de uma certa quantidade de GEE (gases do efeito estufa) para a atmosfera.
2. Cada árvore absorve uma certa quantidade de CO2 durante sua existência.
3. São utilizados fatores que refletem uma média, tanto da liberação como da absorção, e determina-se o número de árvores a ser plantado para compensação do CO2 gerado.
ETAPAS DO PROJETO
1ª – Produção de um Relatório de Estimativa Técnica, contendo o inventário dos GEE produzidos pelo evento.
2ª – Determinação do número de árvores a ser plantado para compensar as emissões geradas pelo evento.
3ª – Desenvolvimento de um projeto técnico para o plantio das árvores.
METODOLOGIA EMPREGADA
1. Os valores correspondentes às atividades a serem neutralizadas são quantificados em toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e*), padrão estipulado pelo Intergovernamental Pannel on Climate Change (IPCC), órgão da ONU que trata das mudanças climáticas.
2. São quantificados os valores correspondentes às emissões decorrentes do consumo de energia e do uso de transporte. Os fatores a serem usados são baseados na ferramenta de Análise de Ciclo de Vida associada a fatores de mudanças climáticas do IPCC.
3. Será acrescido ao total obtido no item anterior o percentual de 15% (quinze por cento), valor estimado para a participação de outras emissões decorrentes de consumo de materiais e da produção de resíduos, líquidos e sólidos.
4. O número de árvores a ser plantado é obtido pela razão entre a emissão total de GEE estimada através do que está discriminado nos itens 2 e 3 e o fator de fixação de carbono em biomassa. É acrescentada uma margem de segurança, para possíveis perdas.
5. Quando do desenvolvimento do projeto técnico para o plantio das árvores, serão usadas, prioritariamente, as espécies nativas do local, sendo consultados, sempre que possível, levantamentos constantes na Agenda 21 do município onde ocorrerá a intervenção.
6. Será usada uma divisão técnica entre as espécies a serem plantadas: pioneiras (50%), secundárias (25%) e climáticas (25%).
(*) O CO2e leva em consideração a eficiência de aquecimento de cada gás integrante dos GEE.
7. Se o plantio ocorrer em locais indicados pela Funeso, a mesma ficará responsável pelo acompanhamento e manutenção dos exemplares introduzidos.
8. Havendo necessidade de remoção de espécimes plantados através do Projeto, a Funeso compensará plantando, em dobro, novas mudas
das espécies removidas.
9. Se o plantio ocorrer em locais indicados pela parte contratante, a mesma ficará responsável pelo acompanhamento e manutenção dos exemplares introduzidos.
CERTIFICAÇÃO
Será conferido um Certificado de Neutralização em Carbono – do evento – emitido pela Funeso, acompanhado do Relatório de Estimativa Técnica, contendo o inventário dos GEE produzidos pelo evento e o demonstrativo resumido dos cálculos realizados.
RESULTADOS ESPERADOS
A nível global, consideramos que a aplicação do projeto viabiliza uma medida compensatória eficaz para a emissão dos GEE produzidos em ações individuais ou eventos.
A nível local, procuraremos contribuir para a melhoria das condições ambientais das regiões onde serão feitas as intervenções, já que o plantio de árvores dar-se-á, preferencialmente, em áreas onde a arborização e o reflorestamento a serem implantados possam recuperar ambientes em estágio considerável de degradação.
INFORMAÇÕES / AGENDAMENTOS DE VISITAS / CONSULTAS
Fones:
3054.1978 (Funeso: Direção Acadêmica)
9132.8378 (Prof. Medeiros: coordenação do Projeto)
9145.6224 (Prof. Alamy: divulgação e captação)
http://www.funeso.com.br/